brasília

ONU coloca Brasil entre as 20 nações com maior disponibilidade de serviços digitais oferecidos pelo governo

20/10/2020 às 15:47

Assunto reforça a importância de constante atualização em segurança digital

 

Uma pesquisa publicada recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU) colocou o Brasil entre as 20 nações com maior disponibilidade de serviços públicos oferecidos digitalmente pelo governo. O levantamento, realizado a cada dois anos, destacou que o país figura entre aqueles que mais priorizaram a tecnologia como fator de inclusão e acessibilidade. Atualmente, o líder mundial do ranking é a Coreia do Sul, seguida por Estônia, Dinamarca e Finlândia.

 

Sobre o tema, Edmar Araújo, presidente-executivo da Associação das Autoridades de Registro, destacou que projetos como o site “www.gov.br” (que oferece diversas opções para os cidadãos) evitam filas e gastos financeiros. De acordo com as estimativas, essas mudanças podem significar uma economia de aproximadamente R$ 2 bilhões anuais, além de poupar cerca de 149 milhões de horas que seriam gastos se os procedimentos fossem feitos presencialmente.

 

“Com maior presença digital, é natural também pensar em novas estratégias de atuação e proteção dos dados nesses ambientes”, afirma Ricardo Montanher, diretor da Horizons Telecom, especializada em telecomunicações e tecnologia da informação. O Brasil, de acordo com o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet (ISTR, em inglês), divulgado em 2018, foi o sétimo país que mais sofreu com ciberataques.

 

A segurança digital do governo brasileiro, inclusive, enfrentou invasões recentes de criminosos virtuais em abril e maio deste ano. No primeiro caso, o site do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, entidade responsável por emitir certificados virtuais, foi ocupado por hackers. No mês seguinte, os portais dos governos do Paraná e Mato Grosso do Sul, além do Ministério Público, também foram alvos de investidas maliciosas.

 

“Os ciberataques podem ter diversos objetivos desde a espionagem das atividades desenvolvidas pela empresa ou usuário até o roubo de dados sigilosos e falsificação das informações”, explica Montanher. Como os invasores mudam constantemente seus métodos, tal situação exige investimento e constante atualização em segurança digital por parte das instituições.

 

“Ter atenção à estrutura digital, principalmente no que se aplica à proteção de informações sensíveis, é fundamental para a criação de um espaço seguro e democrático nas redes. São esses princípios básicos que permitem uma expansão tecnológica de longo prazo e com menos riscos envolvidos”, finaliza.