tik tok

Possível aquisição do TikTok pela Microsoft além dos números

19/08/2020 às 17:14

Quatro anos após compra a rede LinkedIn por aproximadamente US$ 27 bilhões, a Microsoft tem um novo objetivo de aquisição no campo das redes sociais: a plataforma TikTok. E não é para menos: o aplicativo chinês, segundo levantamento do fim do ano passado da Infobase Interativa, é considerado a quarta maior rede do mundo, com 1,5 bilhão de usuários mensais.

 

Além do amplo alcance quantitativo, outro dado chama atenção com relação ao público que utiliza com frequência a rede social de compartilhamento de vídeos curtos: a sua força e influência sobre as novas gerações. De acordo com o estudo da Infobase, cerca de 41% dos usuários têm entre 16 e 24 anos.

 

O interesse da Microsoft foi confirmado no início de agosto em meio às acusações de que o TikTok não protegeria de forma segura os dados do público. A aquisição representaria um passo importante para a desenvolvedora de softwares e serviços pessoais, já que a ByteDance, dona do app, é considerado o quarto grupo mais influente à frente das redes sociais, ficando atrás apenas de Facebook (Facebook, Instagram e WhatsApp), Google (YouTube) e Tencent (WeChat e QQ).

 

“Além de se aproximar do público doméstico (dos EUA) com relação às redes sociais, a aquisição, caso ocorra, poderá promover a integração com outros serviços ofertados pela Microsoft, o que pode agregar bastante à marca, já que se trata de uma das maiores empresas de software e hardware do mundo”, comenta Ricardo Montanher, Diretor da Horizons Telecom, especializada em telecomunicações e tecnologia da informação.

 

Se efetivada a compra, a interface principal e as funcionalidades gerais do TikTok não devem sofrer grandes modificações, comunicou recentemente a Microsoft. As mudanças se concentrariam em estruturas internas de “segurança, privacidade e medidas de proteção digital de primeira classe”, informou.

 

“Pensar na segurança dos dados, principalmente nesses casos que afetam diretamente milhões de pessoas, é essencial para a continuidade de qualquer serviço digital. Proteger essas informações é comunicar aos usuários que existe um pacto de confiança entre ambos. Além disso, também fortalece uma cultura de melhoria contínua entre os colaboradores”, conclui Montanher.