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Avanço da digitalização e os efeitos do novo normal na América Latina

30/07/2020 às 16:52

A pandemia da Covid-19, declarada em março pela Organização Mundial da Saúde (OMS), continua provocando mudanças e quebras de paradigma em todo o mundo. Ainda que existam experimentos em estágios avançados de desenvolvimento, a expectativa é de que uma vacina aplicável exista apenas em 2021, o que reforça a idéia de que a melhor saída, até o momento, é a adaptação à situação.

 

A doença obrigou os países a adotarem medidas para reduzir os impactos financeiros causados, que devem ecoar para além de 2020. “As mudanças em nossa economia induzidas pela pandemia são, portanto, com toda a probabilidade, não apenas temporárias, mas estruturais”, afirmou, em junho, Isabel Schnabel, dirigente do Banco Central Europeu (BCE).

 

Ainda que a frase tenha como referência o continente europeu, a América do Sul provavelmente passará por transformações similares, explica Ricardo Montanher, diretor da Horizons Telecom. Ele afirma ainda que, devido ao alcance e importância do segmento para o funcionamento de diversos processos nas empresas, as mudanças decorrentes da pandemia também afetaram de forma intensa o mercado de Tecnologia da Informação (TI) na região.

 

“Percebemos que a situação destacou ainda mais a importância que uma boa estrutura de TI tem para as empresas, já que, mais do que nunca, se mostrou essencial para gerir os recursos e garantir o bom funcionamento de toda a cadeia produtiva. Ou seja, não só a transformação digital foi acelerada, mas a percepção sobre esses resultados se tornou mais evidente para as instituições”, observa.

 

Um levantamento informal realizado em julho deste ano pela Cisco confirma as expectativas de Montanher. De acordo com a pesquisa, que contou com 120 empresas da América Latina, 53% das instituições abordadas confirmaram que devem ampliar os investimentos em tecnologias, enquanto 26% pretendem manter os recursos do setor ao menos no mesmo patamar de antes da pandemia.

 

“Entendemos esse momento como uma fase de transição. Isto é, um período em que as empresas irão avaliar suas estruturas internas e apostar em decisões estratégias para obter a melhor eficiência. Dessa forma, as instituições podem, por exemplo, atualizar sistemas de TI ultrapassados, conseguindo enxugar custos e garantindo melhores resultados”, finaliza Montanher.