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Soft Skills: as habilidades fundamentais dos profissionais do futuro

30/09/2019 às 06:46

Em um mundo cada vez mais competitivo e dinâmico, algumas características profissionais podem ser determinantes para construir uma carreira mais sólida e eficiente. Nos setores mais estratégicos, têm sido comum exigir dos gestores, além do domínio técnico básico, competências complementares, caso das Soft Skills.

 

Para compreender melhor o termo, precisamos fazer uma distinção básica entre Hard Skills e Soft Skills. As habilidades do primeiro grupo fazem parte de um conjunto de técnicas que são adquiridas através dos processos de aprendizagem regulares: realização de cursos, leituras, experiência em ambientes acadêmicos ou mesmo repertório técnico adquirido no mercado de trabalho.

 

Por outro lado, podemos entender as Soft Skills como um grupo de competências subjetivas de um indivíduo que reflete em seu comportamento social e na forma de se relacionar com os demais companheiros de trabalhos. Entre alguns exemplos de Soft Skills, podemos destacar: flexibilidade; facilidade em resolver problemas e encontrar soluções; empatia; colaboração; capacidade para desenvolver as habilidades dos profissionais do mesmo ambiente; e comunicação.

 

Os dois tipos se diferem também com relação à percepção externa que temos dessas habilidades. Enquanto as Hard Skills são mensuráveis e facilmente quantificadas, as Soft Skills se revelam nas situações do cotidiano, a medida em que os indivíduos se relacionam. No mercado de trabalho, a tendência é de que a automatização privilegie os profissionais que tenham Soft Skills bem desenvolvidas, principalmente em cargos estratégicos e de liderança.

 

De acordo com o documento “Soft Skills For Business Success”, publicado em 2017 pela Universidade Corporativa Deloitte (Australia), as competências subjetivas terão cada vez mais peso nos ambientes corporativos. O estudo revela que, até 2030, os empregos com o uso intenso de Soft Skills responderão por cerca de dois terços das ocupações no país. Tendência que deve ser acompanhada em outras nações.

 

“Um bom líder deve conciliar os dois grupos de competências no desempenho da sua função. Mas hoje em dia, tem sido cada vez mais valorizado o uso dos Soft Skills no ambiente de trabalho”, avalia o diretor da Horizons Telecom, Ricardo Montanher. O executivo afirma que a explicação é simples: o mundo corporativo exige do profissional mais do que apenas tecnicidade. “É necessário saber fazer, mas mais importante ainda é saber como fazer”, complementa.

 

Montanher, afirma ainda que dependendo do perfil da empresa, algumas habilidades comportamentais específicas podem ser requeridas. “O gestor, antes de tudo, deve compreender as necessidades do ambiente em que trabalha, a realidade da instituição. Sensibilidade para entender esses processos é essencial para quem contrata e para quem é contratado”, arremata.

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