JANEIRO_Mercado de aplicativos

Mercado de aplicativos deve movimentar até US$ 139,1 bilhões nos próximos anos

25/09/2019 às 16:45

Novos hábitos do consumidor encorajam empresas a investir no segmento

 

Uma das empresas mais influentes do mercado de tecnologia, a App Annie divulgou um estudo no ano passado que estima grandes avanços econômicos para o setor de aplicativos nos próximos anos. A previsão é de que até 2021, o setor movimente US$ 139,1 bilhões, um valor considerável, principalmente se compararmos com a movimentação em 2017 (US$ 17 bilhões). Estima-se que os países emergentes, como o Brasil, sejam responsáveis por grande parte desse crescimento.

 

Alguns fatores influenciaram de forma positiva e potencializaram o aumento da utilização dos aplicativos no Brasil. A ampliação do acesso à banda larga, o aprimoramento da tecnologia 4G nos últimos anos, e o menor custo dos dispositivos móveis contribuiu para uma mudança de comportamento do consumidor. Dessa forma, o mercado alcançou um novo público, e as empresas passaram a investir cada vez mais recursos no setor de aplicativos. Spotlight on Consumer App Usage, outro relatório desenvolvido pela App Annie (2017), demonstrou que o Brasil é o segundo país em que se utiliza a maior quantidade de aplicativos por mês por usuário: mais de 40.

 

As empresas estão explorando as novas tecnologias para unir praticidade e modernidade no desenvolvimento de softwares móveis. Uma das técnicas que deve ganhar espaço nos próximos anos é a realidade aumentada. Algumas imobiliárias, por exemplo, já estão utilizando a tecnologia para que quando o cliente aponte o celular em determinada direção, informações dos imóveis nos arredores fiquem disponíveis na tela. O segmento deve apostar também na realidade virtual, para que os clientes simulem experiências nos espaços de locação ou venda. Entre as tendências de mercado para aplicativos dos mais diversos setores se destacam ainda utilização da inteligência artificial e da gamificação (uso de mecânicas e dinâmicas de jogos).

 

“Vivenciamos uma íntima relação com o smartphone, estamos a um toque do mundo”, reflete Ricardo Montanher, diretor da Horizons, especializada em telecomunicações e tecnologia da informação. Montanher acredita que essa proximidade faz os desenvolvedores foquem no engajamento com os usuários. “É importante que a pessoa se sinta confortável com o aplicativo. O software deve ser pensado e desenvolvido pela empresa de forma única, de acordo com o projeto e sua funcionalidade em específico. Se desenvolvido com o planejamento estratégico adequado, o aplicativo certamente irá dar o suporte ao cliente ao mesmo tempo em que irá impulsionar os negócios”, confirma.

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